segunda-feira, 26 de dezembro de 2011

Sinais.



         Às vezes acho que quando realmente desejamos algo e pedimos, sem o menor alarde, acontece. 
Eu simplesmente venho mentalizando formas de sinais claros, mesmo que seja aos poucos, devagar. Mesmo que eu tenha que acumular várias pistas pra descobrir ou simplesmente ser orientada por um caminho. Então eu resolvi simplesmente escrever. Isso ! Sem olhar pra coisa escritas antigamente, sem reler aquilo que escrevi, sem nenhum comprometimento com nenhuma daquelas palavras. Sem pensar no que aconteceria se alguém lesse, eu resolvi abrir um caderno e escrever uma folhinha só com qualquer coisa que dominasse a minha mente. Pra esvaziá-la um pouco, ou pra fazer mais tarde uma averiguação no meu processo de evolução, ou pra colocar pra fora aquilo que eu nunca ouço da minha boca. Seja lá pra quê, eu resolvi escrever e no final, só porque é um dos pensamentos que atormentam e pesam na minha cabeça, eu coloquei : às vezes gostaria de dormir e sonhar com algo que me fosse passado como um sinal.
 Eis que dormi, eis que sonhei. Mesmo que não lembre com detalhes os diálogos, ou os monólogos já que eu só chorava de desespero e ouvia o que me falavam, eu lembro que de um modo geral só me foram passadas palavras de força. De uma pessoa se destaca e ela me dizia pra ir em frente, dizer aquilo que sinto, pra não guardar pra mim, que ia valer a pena ou coisas assim. Não lembro ao certos as palavras que usava como me lembrava quando acordei, mas a mensagem continua aqui. Eu ainda carrego ela comigo, como um resumo de um sonho. Como o meu sinal, ou como um pedaço dele.

quinta-feira, 8 de dezembro de 2011

Posso te confessar uma coisa ?

    Sabe, eu tenho sentido a sua falta. Tá sendo muito difícil sem você por aqui. Não que tenha estado por aqui realmente em algum momento, mas agora parece que sua ausência é muito mais física do que deveria ser e do que era antigamente.


   Eu tenho arrastado os dias, saiba. Tenho arrastado dias e noites por uma pessoa que tive o desprazer de ter o prazer de conhecer. Eu estive no lugar errado, na hora errada e mesmo reconhecendo o erro, não sei se mudaria a situação se pudesse voltar atrás. Eu tenho me sentido vazia, estranha e daquele jeito que eu duvidei toda a minha vida. Perdendo a razão por uma paixão qualquer, que um dia passa, é o que dizem. Mas ela não passa, nunca passa.
  
   Eu dou um passo pra frente e dois pra trás e penso será que um dia vai dar pra eu voltar pro ponto de partida, ao menos?. Mas eu não consigo uma resposta.
    Posso te confessar uma coisa? Eu também tenho medo, e eu sinto dor, eu sinto acima de tudo. Um dos meus maiores medos era que eu nunca pudesse gostar de uma pessoa de uma forma que tudo do lado de fora parecesse sem sentido, eu achava estúpido. Estúpido e absolutamente encantador. Mas agora eu tenho a prova de que eu posso sim sentir, mas às vezes eu queria que isso pudesse parar e só voltar quando eu tivesse pra quem realmente doar todo esse amor, esvaziando essa dose que enche a cada dia. Dando espaço pra uma nova paixão a cada nascer do Sol, porque tudo só se acumula aqui dentro e eu não consigo aguentar meu próprio peso.


    Eu tenho tentado me tornar perfeita e marcante, pra ganhar um espaço sólido na sua vida, mas sabe o que eu tenho encontrado a cada dia em mim ? Defeitos, só observo defeitos. E não importa o quanto falem, o quanto digam o contrário. O tempo passa e eu me descubro simples, com uma de mim a cada esquina, como se me ter e me esquecer fosse a coisa mais fácil do mundo. Muitos dizem que não e até chego a acreditar. Mas você nunca diz, e sem a sua voz no meio, tudo não passa de um coral distante, cinzento. Tudo não passa de barulho e eu não aguento mais ouvir.

quarta-feira, 7 de dezembro de 2011

Foi muito bom estar com você !

Bem, eu não saberia por onde começar se fosse fazer uma listagem de coisas positivas que aconteceram na minha vida esse ano. De um modo geral, eu tive todos vocês que me compõem, conheci muitas coisas que tinha vontade de conhecer, participei de muitas coisas que queria participar e evoluí, como sempre tentamos a cada ano. Evolui um pouquinho !
Só posso dizer que foi um borrão de fatos e acontecimentos. Tudo passou voando e aquela sensação de impotência, de quem não pode controlar o tempo, tomou conta de mim mais de uma vez. Mas aí está a vida, me dando a oportunidade de manter certas coisas e começar outras. Tudo de novo, mais uma vez. De não deixar passar chances, de aprender como ser humano, expondo mais um ano assim, todinho pra mim com um leque de novas oportunidades, novos amores, novas amizades, novas conversas, novos prazeres e novas sensações ao lado de velhos amigos, Deus queira !
Como todo ano, eu vou sentir a liberdade e a expectativa dos primeiros minutos de 2012. Aquela sensação de que nada pode me parar, de que mais uma chance é dada pra fazer tudo diferente, valendo a pena em dobro, vou olhar pro lado ver aquelas velhas e incomparáveis companhias e vou pensar : Esse ano é meu !
E como sempre, talvez de modo tardio, vou dar valor a tudo aquilo que passou e sentir aquela saudade incomparável de quem sabe que certos tipos de coisa não podem voltarr, não tem reprise. E tudo o que deixa esse gosto, valeu muito a pena.
De um modo resumido, assim como todos os anos, foi incomparável, foi mais um ano, foi mais vida, foram mais fatos. Foi muito estar com você, 2011 ! Muito bom...

terça-feira, 6 de dezembro de 2011

Hey menina !



 Hey menina, lembra de mim ? Eu costumava ser você um dia, mas aí tudo mudou. Você resolveu seguir caminhos que eu não compreendo, escolheu o sofrimento como principal opção, escolheu brilhar externamente e se apagar por dentro. Então eu resolvi deixar você e viver por aí.
 Hey menina, lembra de mim ? Eu costumava ser você um dia e tudo o que importava eram grandes histórias e um pouco de fantasia. Era um pé na terra, uma cabeça no céu e um coração em todos os lugares, mas aí você resolveu se prender a um único caminho e esquecer todas as belezas aí a sua volta, resolveu se tornar uma vítima das circunstâncias, se prender a lamentações. Deixou ser ídolo e passou a ser fã de todos, se espelhar em todos. Assim eu vi sua estrela se apagando, então resolvi deixar você e viver por aí.
 Hey menina, não pense que te abandonei por completo. Eu só te dei um tempo, pra que você sinta minha falta, para que possamos ser a mesma pessoa novamente. Eu tenho pensado em você ultimamente e em todas as suas certezas do passado e, nossa, como mudaram não é? Mas os sonhos, os sonhos eu ainda vejo aí, brilhando nos seus olhos, se firmando a cada passo e eu voltei pra te pedir que não os abandone também. Eles vão ser a sua fortaleza, vão te impulsionar no caminho, acredite. Não os trate como bobagem, não os despreze. Não tente ser mais forte do que é, ou mais fria do que tem capacidade de ser. É só ser você novamente, que eu estarei de volta.
   Hey menina, eu tenho acompanhado a sua vida daqui de onde estou, e não tento te confundir quando ajudo a guiar seus passos ou te dirigir por esses caminhos, nem tento te mostrar o que é certo. Eu só tento te fazer lembrar de mim e de tudo o que você prometeu pra si. Só tento te mostrar que dos obstáculos, a gente desvia. Só tento te mostrar que parada num canto você não consegue mudar as coisas muito menos a si mesma. Eu só tento te lembrar que você tinha uma essência, um ser, um brilhar, que você pulsava e que esse seus movimentos tão mecânicos não são mais seguros, não te impedem de sofrer, só te diminuem, só me expulsaram de ti por falta de espaço, só te afundam e não te levam a lugar nenhum.

domingo, 9 de outubro de 2011

Esta é pra você.
Que um dia sonhou não ser igual e traçar sua história de um modo do qual você pudesse se orgulhar. Que viveu de sonhos e castelos, pássaros e cores, sentidos e diferença e que tenta quebrar com unhas e dentes esse muro de concreto que o pôs do lado de fora da onde se encontrava tudo aquilo em que você acreditava.
Acredite, ele ainda está lá em algum lugar. Esse sonho que você perdeu, esse mundo que você deixou, as histórias que você escreveu, tudo aquilo em que acreditou. Eles ainda estão lá e algum lugar e estarão até o último dia de sua vida. Além do último dia de sua vida. Esperando um próximo coração para senti-los de perto, assim ele vai continuar.
E nesse lugar onde o Sol nem sempre se põe e a noite tem um gosto doce, com estrelas recém feitas, árvores alaranjadas e sonhos pendurados na última pétala de cada flor, existe um pedaço seu que resiste ao tempo, a todas as circunstâncias, sobrepõe a realidade e te aguarda firmemente, na esperança de que um dia você volte pra continuar sua trajetória.

- Isabelle Albuquerque

segunda-feira, 8 de agosto de 2011

Infinito

Baseado em história real, histórias reais.
Àquelas de todas as meninas, todos os meninos que em qualquer momento de sua vida se sentiram bobos e entregues, vulneráveis demais para se sentirem bem e mesmo assim,
flutando no seu próprio mundo.
- Você está muito bonita, sabia?
Sorri. E como sempre, não tive reação.. nem resposta. Tentei reagir como se recebesse aquele tipo de elogio todos os dias. E eu recebia, mas não dele.
- Ah, obrigada ! - Se eu fosse do tipo de garota que fica vermelha, esse seria o momento em que eu ficaria. Por sorte ele não podia sentir o meu rosto pegando fogo. Por sorte.
- Haha - ele riu - você tinha que ver a sua cara.
- Hã ? - perguntei - Por quê ?
- Você fez uma cara engraçada, quando te elogiei. Uma cara diferente..
- Ah! - Cheguei a conclusão de que não tinha como, de alguma forma, ele não perceber. Se meu rosto não estava, a minha respiração devia estar vermelha, o meu olho, o meu sorriso. Alguma coisa entregava o meu constragimento, e eu não conseguia evitar.
Eu só não sei o que me puxava tanto pra ele e me fazia ficar desse modo, tão...desconcertada. O que me fazia ser tão diferente e tão inconstante nos meus sentimentos. O que me fazia adorar estar perto dele e odiar adorar, como se fosse algum erro. Qual erro? Depender, era essa a palavra. Eu odiava saber, mesmo que só pra mim, que dependia internamente de alguém sem saber se essa pessoa dependia de mim. E em todas as histórias perfeitas eu adoraria internamente, mas seria adorada interna e externamente, sem limites. O amor compulsivo, doentio e deliciosamente incontrolável iria vir do lado de lá e não de mim, logo eu, sempre tão controlada em tudo. Sempre com as rédeas. E olha só, onde estou agora. Quem me reconheceria.
- Bem, eu tenho que ir... está tarde e eu já passei do horário prometido. Estou bem atrasada, vou acabar recebendo um esporro - ri nervosamente.
- Calma aí, Anne - então ele me puxou pra perto dele e eu senti enquanto a aproximação ia ficando perigosa, porque tudo passou a ser abstrato demais. tinha uma noite lenta, com pessoas a nossa volta, carros e barulho ao longe, sem nitidez, e tinha um chão sob os meus pés.  Deus, tinha um chão sob os meus pés, como não consegui senti-lo? E mesmo assim, com todo um cenário. Só havia nós dois, Só procurávamos a nós, porque só encontraríamos em nós e tudo passou a ser infinito demais, porque o tempo passava e eu só consegui observar o quanto íamos ficando tão perto um do outro, muito perto até que eu me aproximei bruscamente e dei nele um abraço. Pronto! E ali tinha o cheiro dele, a textura da camisa, o cabelo dele. Tudo perto demais. Deus, eu nunca me livrava disso.
  Me afastei, dei um sorriso bem iluminado do tipo que diz:" bem, é isso então... por aqui ficamos" e olhei pro lado rapidamente enquanto tomava fôlego para olhar novamente para ele, só uma pequena respiração mental enquanto criava a força necessária para encará-lo e fingir que me sentia extremamente confortável enquanto ele me fitava. Me preparei para a nova despedida, mais firme dessa vez o "agora ou nunca". Dei aquele pequeno indício de que iria me afastar, rumo a minha casa, dessa vez.
- É assim então? - seu sorriso torto, aquele que o deixa com cara de criança que apronta. Menininho arteiro, aquele que o deixa tão assustadoramente encantador - Não tenho direito nem a um... - e eu já sabia o que ia vir, porque internamente torcia para que viesse - Nem a um beijo? - Perguntou ele, com uma cara de expectativa de quem já sabe a resposta, mas quer avaliar qual vai ser a reação da pessoa do outro lado, de que modo vai ser essa resposta. E a julgar pela aparência divertida em seu rosto, deveria estar achando muito engraçada toda a minha confusão interna e só Deus sabe que cara eu devo ter feito.
  Pode parecer bobo, mas a palavra "beijo" sendo usada por ele, naquele momento se tornou algo místico, algo muito nosso e eu dei uma leve estremecida, interna e imperceptivelmente, claro. Eu demoraria a perceber o que foi aquilo que senti, até chegar a essa conclusão. Uma estremecida interna. E na boca de mais ninguém, essa palavra se tornou tão correta e limpa. Porque ele sempre teria direito a um beijo e, mesmo assim, toda aquela cortesia e aquela aparente "dúvida" ainda tornava tudo mais gostoso.
  Então eu ri, e olhei para o lado. Aquele ritual de sempre da força antes de olhá-lo e quando virei novamente para ele, ele me observava e ria, ele realmente deveria estar se divertindo muito, NOSSA !
  E depois me puxou, aos poucos, como quem se certifica se tem autorização e eu sinto a sua mão quente na minha, e nem sei mais se somos dois adolescentes que se conheceram há algum tempo porque a minha mão já estava preparada para a dele, elas se completavam e eu fecho a minha mão em torno da sua, como quem faz isso há anos, de modo involuntário. E agora sim, a aproximação estava ficando perigosa porque eu já nem tenho a noção do que está a volta de mim ou do tempo, é tudo lento, programado pra ser perfeito. Enquanto vou me aproximando coloco minha mão direita no cabelo dele e sinto como tudo nele me soa tão meu e cada coisa a partir daí é natural. O carinho na parte detrás da cabeça dele, meus olhos se fechando involuntariamente, meu tato se apurando, se preparando para tudo que venha a seguir e a boca dele na minha, a princípio conhecendo o território, depois o dominando. E logo eu que sempre duvidei de tudo e fui exageradamente chata e racional, senti que não sabia de nada e que tudo, tudo estava além de mim, flutuando em algum lugar. Onde flutuam os melhores amores, os beijos, onde não existem horas e onde tudo, com ele, era absolutamente infinito.

sábado, 6 de agosto de 2011

Peter Pan.

Eu tenho sentido sua falta.
Falta de tudo aquilo que deveríamos ser. E que talvez essa sua cabeça nos impeça de se tornar.
Do seu cheiro que é meu, seu jeito que é meu. Seus defeitos que são mais meus que suas qualidades.
Seu talento. Suas conversas. E não aquelas nas quais no limitamos, cada um olhando pra uma tela
e lendo coisas que deveriam ser ditas cara a cara. Porque eu gosto dos seus olhos e de olhar pra eles.
Do modo como eles são vivos e infantis. E não importa o que diga, ou a imagem que construam de ti ou
a imagem que você próprio construa de ti eu sempre vou vê-lo como aquela pessoa que precisa de proteção.
Aquele menino, com aqueles olhos. Vivos demais, alegres demais, curiosos demais para um adulto.
Meu eterno Peter Pan.