Eu me perguntei muitas vezes: E aí, será que é tudo isso mesmo? Por que não um exagero da minha parte?
Mas sabe, eu não fabriquei aquela admiração ao ouvir e ver você falar da sua vida, e não era de propósito que eu diminuía o que tinha pra falar cada vez que você me olhava e prestava atenção ao que dizia só pra não correr o risco de gaguejar no caminho. E eu não me repreendia a cada frase pensando o quão ela soava estúpida, ou o quanto o meu silêncio não condizia comigo, ou o quanto estava chato eu só rir de tudo o que você dizia, pelo simples prazer de me repreender internamente.
Teve, um curto espaço de tempo em que eu pensei que pudesse estar livre de tudo isso, liberta, dona de mim sem essas fraquezas. Mas, olha que estúpido, quando você não tinha mais o que falar e me olhava eu desviava o olhar pra conseguir falar, quando me encarou de verdade por apenas 3 segundos o meu desconforto foi tão grande que você percebeu e riu e eu percebi, talvez com menos entusiasmo, que era assim mesmo. Previsão mais falha de independência essa minha. Eu estava presa a você !

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