sexta-feira, 13 de janeiro de 2012
Novo link
Pra todos que me acompanham, o Another Juliet continua, só que em outro link. Agora no Wordpress
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sexta-feira, 6 de janeiro de 2012
Presa a você !
Eu me perguntei muitas vezes: E aí, será que é tudo isso mesmo? Por que não um exagero da minha parte?
Mas sabe, eu não fabriquei aquela admiração ao ouvir e ver você falar da sua vida, e não era de propósito que eu diminuía o que tinha pra falar cada vez que você me olhava e prestava atenção ao que dizia só pra não correr o risco de gaguejar no caminho. E eu não me repreendia a cada frase pensando o quão ela soava estúpida, ou o quanto o meu silêncio não condizia comigo, ou o quanto estava chato eu só rir de tudo o que você dizia, pelo simples prazer de me repreender internamente.
Teve, um curto espaço de tempo em que eu pensei que pudesse estar livre de tudo isso, liberta, dona de mim sem essas fraquezas. Mas, olha que estúpido, quando você não tinha mais o que falar e me olhava eu desviava o olhar pra conseguir falar, quando me encarou de verdade por apenas 3 segundos o meu desconforto foi tão grande que você percebeu e riu e eu percebi, talvez com menos entusiasmo, que era assim mesmo. Previsão mais falha de independência essa minha. Eu estava presa a você !
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Presa a você,
você.
quarta-feira, 4 de janeiro de 2012
Obsessão
Ela observou enquanto o Sol se escondia sob um manto dourado. Algumas nuvens se aproximavam, mas isso não era incomum. Era sempre uma noite fria depois de um dia quente. Era um ciclo, era engraçado como tudo seguia um ciclo. Como as coisas eram sempre iguais e como as coisas ainda podiam estar iguais quando dentro dela estava tudo perdido.
Ela olhou pra baixo, observou o mar quebrando nas pedras. O modo como ele pouco a pouco ficava agitado. Imaginou como seria se pulasse. Não pensou na dor, ou na morte, ou no que estaria deixando para trás. Só pensou nele, se sentiria dor ou saudade. Se a salvaria. Ele sempre a salvava, até quando não precisava. Mas agora... agora ele não estava ali, quando ela mais precisava ele não ia estar lá para salvá-la.
A dor era tão forte que chegava a ser física. Ela não suportaria sem ele. Se arriscou a dar mais uma olhada para baixo. Era bem alto da onde estava. Uma paisagem quase surreal. Agora, já noite, o mar atingiu uma tonalidade azul escuro. Quanto tempo ela estava parada lá sonhando acordada? Quanto tempo perdida em memórias ou em súplicas internas de que tudo fosse diferente? Não, não ia pensar... não ia tentar.Pensou no único modo que chegaria até ele, ele não a abandonaria. Nunca a abandonaria. Sentiu o vento, e o barulho mudo das árvores... não mandava mais em seu corpo ou em sua mente. Se sentia parte da natureza... estava tudo dentro dela, Sentiu as dores a empurrando pra baixo, se lembrou do seu sorriso e como tudo nele era tão místico. Tão perfeito... Ela gostaria de estar ali com ele, mas não estava. O que ele diria se a visse parada ali, daquela forma? Se permitiu rir... é tudo por você, pensou. Se sentiu leve, deu uma última olhada em volta. Sentiu a brisa, o abraço... o único conforto. E se lembrou dos seus braços e de como ela se sentia segura quando ele a abraçava. Mas ele não estava lá.
A dor era tão forte que chegava a ser física. Ela não suportaria sem ele. Se arriscou a dar mais uma olhada para baixo. Era bem alto da onde estava. Uma paisagem quase surreal. Agora, já noite, o mar atingiu uma tonalidade azul escuro. Quanto tempo ela estava parada lá sonhando acordada? Quanto tempo perdida em memórias ou em súplicas internas de que tudo fosse diferente? Não, não ia pensar... não ia tentar.Pensou no único modo que chegaria até ele, ele não a abandonaria. Nunca a abandonaria. Sentiu o vento, e o barulho mudo das árvores... não mandava mais em seu corpo ou em sua mente. Se sentia parte da natureza... estava tudo dentro dela, Sentiu as dores a empurrando pra baixo, se lembrou do seu sorriso e como tudo nele era tão místico. Tão perfeito... Ela gostaria de estar ali com ele, mas não estava. O que ele diria se a visse parada ali, daquela forma? Se permitiu rir... é tudo por você, pensou. Se sentiu leve, deu uma última olhada em volta. Sentiu a brisa, o abraço... o único conforto. E se lembrou dos seus braços e de como ela se sentia segura quando ele a abraçava. Mas ele não estava lá.
Abriu os braços lentamente, imaginou como ficaria romântica essa cena dentro de um filme, e de como choraria tomando as dores da mocinha. Agora ela era a mocinha e ela não sentia dor. Ela já não sentia nada e queria manter tudo como estava. Antes que a dor voltasse, que as lágrimas caíssem e que ela perdesse a coragem. Antes que os pensamentos retornassem e a paz fosse embora. Já não tinha peso. Flutuava junto com seus pensamentos. Olhou as estrelas e em como elas se tornavam pequenos pontinhos brilhantes por causa da distância. A distância... tudo era distância. Então, sentiu o vento nas suas costas, sentiu a expectativa de tudo a sua volta, se deixou levar. Não tinha mais chão, ou céu. Não existia mais limites... ela voava. Ela era livre e voava. Sentiu o ar gelado, a confirmação do que tinha acabado de fazer. Seus olhos estavam bem fechados, então ela lembrou da primeira vez que foi na montanha russa. Da voz da sua mãe, Da voz dele, do modo como pronunciava o seu nome. Se lembrou do primeiro beijo e de como a sensação era parecida com a que sentia agora. Não existiam limites, era livre... Se lembrou das cores, da música. Se lembrou das juras eternas e de como elas eram irônicas agora. Se lembrou do toque das mãos e de como eles se tornaram um só. Foi um baque. A água era gelada, mas ela já não se importava... Abriu os olhos para a escuridão que a esperava. Não se via nada no mar. Azul, seus olhos eram azuis... Os olhos dele eram azuis. E o modo com ele a olhava tornava tudo a sua volta azul. Suas cores dependiam dele. E agora acabaram as cores, era tudo escuro. A falta de oxigênio a incomodava, queria respirar. Precisava respirar... Precisava respirar ELE. Se sentiu sendo arrastada, percebeu quando sua cabeça se chocou com alguma coisa dura. Não lutava para manter a consciência. Pouco a pouco o pensamento ia sumindo, as dores. As luzes do seu mundo interior foram se apagando. De todas as lembranças só restaram uma. A de seu salvador, seus olhos, seu sorriso. Ele a salvaria, ele a salvaria...
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segunda-feira, 2 de janeiro de 2012
Comer, Rezar, Amar.
Foi 1 semana de total renovação e eu não sei em que parte ele motivou, em que parte iniciou e em que parte apenas acrescentou nesse processo, só sei que "Comer, Rezar, Amar." teve uma grande importância nessa minha trajetória de intensa reflexão e contentamento.
Sempre ouvi muito falarem sobre o livro, mas por mais que tivesse vontade nunca pegava pra ler. Eis que, ganhei de natal e é óbvio que não preciso mencionar aqui o quanto uma pessoa viciada em leitura ficou feliz ao receber um livro que ainda não tivesse lido, morresse de vontade de ler & que fosse tão bem falado quanto esse. Comecei a ler sem ter a mínima noção de que ESSE fosse o livro certo para o meu momento em que me sentia tão presa pelos meus pensamentos, obsessões, vontades não realizadas e dependência excessiva de fatores externos para minha felicidade e diminuição da minha ansiedade, não esperava que fosse me ajudar tanto e ter tantas mensagens positivas, diretas, mas teve.
Recomendo e MUITO a leitura desse livro, que leva muito a sério o nome que leva e que nos presenteia com o equilíbrio, com a divisão entre os prazeres mundanos, nossa elevação espiritual e em nossa busca pelo divino e pelo amor. Um livro em que encaramos a necessidade uma mulher ( que representa muitas ) de se libertar, sentir, aprender, evoluir e se dedicar ao prazer e as atividades devocionais sem que precise sacrificar um para viver o outro e que, além de tudo, traz aquele prazer que só a boa leitura pode proporcionar.
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